segunda-feira, 22 de março de 2010

PRA QUE CDJ

Cada vez mais aplicativos de Iphone estão sendo postados na net e os DJs cada vez mais incluindo esses APPs em seus lives, inclusive o meu. Enquanto empresas desenvolvem Cdjs caras e cheia de recursos cada dia sai coisa nova tornando um par de CDj obsoleto. É tanta variedade que nem sabemos o que usar, alguns sem nexo, outros sem qualidade e outros com utilidade tremenda.

Cdjs virtuais
Samplers
Controladores MIDI
Lives PA
Sintetizadores

Alguns nao exigem nem esforço pra fazer LivePA

Outros ja excelentes aplicativos de produção a pelo menos 2 anos atráz
Alguns de produtores famosos, com coisas interessantes e outras ridículas como ficar sacudindo o Iphone para que mude de cor na hora de curtir a balada

Enfim, muita coisa você vai achar de interessante, basta pesquyizar bastante e desembolsar alguns dolares.

terça-feira, 16 de março de 2010

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O MUNDO DA MUSICA ELETRONICA

Depois de Bob Sinclair se juntar com MC Leozinho


Só me faltava essa. Nada contra os ritmos brasileiros acho até válido e muito bom, mas fazer musica sem até nem saber do que está falando é demais pra cabeça. Ouçam vocês amantes da musica eletronica e vejam se tem nexo uma coisa dessas?

T-Pain iPhone App: 300.000 Downloads em três semanas

Há 6 meses atrás, o popular iPhone App desenvolvedor Smule lançou o seu Eu sou T-Pain iPhone app. Esta maravilhosa peça pouco de tecnologia deu-lhe a possibilidade de cantar junto com T-Pain faixas utilizando Auto-Tune. O resultado é uma tonelada de divertimento.

Então, ele foi um pouco menos de um mês desde que eu sou T-Pain sucesso da App Store.

Muito bem, parece. Smule disse-nos que o aplicativo foi baixado300.000 vezes desde o seu lançamento - impressionantes, se dissermos para nós mesmos.

O aplicativo custa $ 2.99 dolares, e já chegou a custar $ 0.99 dolares.

Primeiro, os números: de acordo com Smule, seu aplicativo foi baixado mais de 300.000 vezes em três semanas - que é mais de 14.000 downloads por dia. Os números de participação, porém, são ainda mais impressionantes. O usuário médio gastou 66 minutos com o aplicativo aberto e lançou a 12,5 vezes. Com esse tipo de contratação, não deve surpreender ninguém que já existem mais de
4,1 milhões gerados pelo usuário e músicas produzidas pelos usuários do aplicativo.

Baixei o app e não vi nada demais nele, mas pra quem é fã demorou. Profissionalmente esquece.


segunda-feira, 1 de março de 2010

gringos em #1 no beatport com a nossa música



Pois é, ao invés de nós brasileiros estarmos usando a nossa música pra agitar o mundo, são os gringos que estão fazendo isso.

A track #1 de hoje (26 de fevereiro de 2010) no Beatport é uma música brasileira recriada em versão House, e o mais impressionante: produzida por um alemão e remixada por um italiano!

Ao invés de nós brasileiros “atacarmos” o mercado internacional da dance music usando nosso sangue latino, alto astral e swing, nós estamos fazendo o contrário: simplesmente copiando os gringos, perdendo tempo discutindo besteiras ou metendo o pau no Jesus Luz, que na minha opinião faz mais pelo Brasil do que os DJs invejosos que o criticam.

Temos que valorizar nossa cultura e criar movimentos brasileiros dentro da dance music, no mundo inteiro é assim!

Alguns exemplos recentes de movimentos regionais: dutch house, Swedish House Mafia, tech house com influências latinas, o trance europeu, psy trance de Israel… além dos clássicos Detroit Techno e Chicago House.

E o Brazilian House? A Máfia Brasileira do Techno?

Vamos nos mexer galera: nós temos tantas influências boas pra usar, pra que nos limitarmos a sempre estar um passo atrás dos gringos copiando o que eles fazem?

O cúmulo pra mim é um brasileiro querer produzir minimal techno! Com todo respeito com a galera que curte e investe no gênero, mas esse estilo não tem nada a ver com uma pessoa que vive no Brasil: um país que tem um povo feliz e festeiro, mulheres bonitas, beleza natural, palco do Carnaval, que é a maior festa popular do mundo…

Sei que tem muita gente contribuindo pra mudar isso, como a galera do de Curitiba do Tribo Brazil, o produtor Joe K e uma galera de Sampa que agita produções nacionais, mas na minha opinião todo produtor nacional deve ser obrigar a olhar pra música brasileira como inspiração.

Renato Cohen estourou no mundo com a faixa “Pontapé”: techno de qualidade, com nome em português e tempero brasileiro!

E a galera do drum’n'bass? Marky e Patife se tornaram lendas mundiais recriando versões eletrônicas do nosso samba-rock!

Nosso lendário DJ Memê fez inúmeros remixes de artistas brasileiros e todo ano faz tours na Europa.

Se continuarmos a fazer dance music sem referências nacionais vamos sempre estar atrás do Funk Carioca, do Sertanejo Universitário, do Pagode, do Emo Rock Nacional e de tudo mais que geralmente quem curte dance music torce o nariz, mas a verdade é que esses gêneros FALAM A MESMA LÍNGUA DO PÚBLICO, tanto na língua portuguesa quanto no swing natural do brasileiro.

Olhe a galera do Rock Metal: o Sepultura explodiu no mundo inteiro depois de fazer um álbum com influências nacionais.

E aí, vamos agitar isso? Ou vamos deixar os gringos fazerem sucesso mundo afora com a NOSSA música? Vou bater na porta dos selos nacionais e sugerir a criação de uma compilação só com tracks com tempero nacional.

Se você concorda comigo, peço que espalhe esse post pra todos os produtores que você conheça, e também pros DJs pra começarem a abrir mais espaço pra “música eletrônica brasileira”.

Deixe sua opinião nos comentários.

Autor: Felippe Senne
Data: 26 de fevereiro de 2010